O VIII Fórum Internacional de Diálogos e Práticas Interprofissionais em Saúde (FONDIPIS), realizado entre os dias 2 e 4 de fevereiro, em Mossoró, no Rio Grande do Norte, contou com a participação de médicos e médicas de Família e Comunidade em diversas atividades e debates. Entre os participantes estiveram membros da diretoria da SBMFC, como o presidente Fabiano Guimarães, a diretora de Residência Médica e Pós-Graduação Lato Sensu, Andrea Taborda, e o diretor do Departamento de Graduação, Ugo Caramori.
O evento também reuniu Ana Melo Dias, integrante do Grupo de Trabalho de Saúde Prisional da SBMFC, além de Rafaela Pacheco, membra do Grupo Gestor de Elaboração das EPAs.
Andrea Taborda destaca que o FONDIPIS, criado inicialmente como Fórum Nacional, surgiu a partir do compromisso com a atuação em equipe na saúde e com a formação colaborativa entre profissionais de diferentes áreas. Essa formação acontece em serviço, de maneira integrada com a população e atenta às culturas dos territórios. Mais do que um evento científico, o Fórum se consolida como um espaço de trocas, debates e identificação de necessidades e demandas em saúde, gerando encaminhamentos concretos para a qualificação do SUS e a melhoria da saúde das pessoas. A edição contou com a participação de movimentos sociais, educadores, residentes em saúde, estudantes de diferentes graduações, gestores, trabalhadores, além de representantes do Ministério da Saúde e de organismos internacionais.
Segundo Andrea, a presença da SBMFC e de médicos e médicas de Família e Comunidade nesse espaço reafirma a especialidade como coordenadora do cuidado, com atuação central na Atenção Primária à Saúde e nos territórios, em articulação com outras profissões. “Essa construção coletiva fortalece um cuidado centrado na vida, fundamentado na escuta dos territórios e no diálogo com os movimentos sociais. Para ela, essa representatividade enche a especialidade de orgulho e reforça a certeza do caminho que vem sendo trilhado”.
Com o tema central “Soberania democrática: saberes e práticas emancipatórias do território vivo”, o Fórum abordou questões relacionadas à atuação da Atenção Primária à Saúde e seu impacto direto na saúde da população, como a violência no trânsito, a saúde de pessoas em situação prisional e em situação de rua, da população LGBTQIA+, das pessoas com deficiência, entre outros temas.
Fabiano Guimarães, que participou da mesa de abertura do evento e da atividade sobre violência no trânsito, ressaltou que, no FONDIPIS, o cuidado não se apresenta como uma técnica distante, mas como encontro. A cultura ocupa o centro, a escuta constrói vínculos e a vida concreta orienta as escolhas. Para ele, é nesse tipo de espaço que o SUS faz sentido, pois quando o Sistema Único de Saúde se mostra vivo, coletivo e enraizado no território, torna-se impossível não escolher estar ao lado da vida.
Todas as informações e detalhes do evento estão disponíveis no site oficial: https://redeunida.org.br/pt-br/evento/31/menu/viii-fondipis/.








