O programa Saúde no Campo, do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) comemorou 1 ano nesta quinta-feira (28), em Brasília. O evento ‘Saúde Rural em Evidência: desafios, avanços e perspectivas’ foi organizado para celebrar o momento e discutir as expectativas para o futuro do projeto. A SBMFC foi uma das entidades convidadas, representada por Brenda Costa, diretora de comunicação, junto à Viviana Martinez-Biachi, presidente da Wonca e Dora Bernal, presidente da CIMF.
O Programa completa seu primeiro ano de implementação, consolidando-se como uma iniciativa estratégica para ampliar o acesso à saúde e reduzir desigualdades nos territórios rurais do Brasil. Desenvolvido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, em parceria com a CNA, o programa busca enfrentar desafios históricos vividos pelas populações do campo, como a dificuldade de acesso aos serviços de saúde, a escassez de profissionais e as barreiras territoriais.
Ao longo do primeiro ano, a iniciativa implementou um modelo de cuidado territorializado, com visitas domiciliares, ações de educação em saúde, telessaúde e articulação com o Sistema Único de Saúde (SUS), fortalecendo a prevenção, o diagnóstico precoce e o acompanhamento das famílias rurais.
João Martins, presidente da CNA, insistiu que a assistência tinha que ser feita através da saúde do trabalhador rural então eles que são técnicos em agricultura e pecuária fizeram uma parceria com uma consultora em Saúde da OPAS, Mariane Carreira, que montou uma equipe de saúde dentro do Senai que se estabeleceu como o programa Saúde no Campo
As comunidades que aderem a uma intervenção se candidata a receber essa equipe que é composta por técnicos de saúde do campo composta por enfermeiros(as), técnicos(as) de enfermagem junto a um(a) supervisor(a) que é enfermeiro de curso superior e eles acompanham aquela comunidade durante 24 meses sempre pensando em autonomia para que não haja uma dependência desse serviço que é temporário. A tarefa deles é levar educação e saúde para os trabalhadores rurais e fazer uma correlação integrada com a rede de atenção à saúde local.
“No evento, foram compartilhadas experiências exitosas como uma na região norte do país eles encontraram a presença de barbeiros, doença de Chagas e conseguiram articular com a Vigilância Sanitária de realizar a eliminação por meio do fumacê . Ainda, fizeram intervenções com os postos de saúde local pra tratar diabetes se pertençam desses trabalhadores rurais que tinham visto é acesso as unidades básicas, além de um serviço de telessaúde em parceria com o Hospital Albert Einstein que presta esse serviço com diagnósticos a partir de equipes de especialistas focais”, explica Brenda.
Viviana, representando a Medicina de Família e Comunidade em âmbito global, destacou que a medicina rural é um tema que está relacionado à medicina de família comunidade que está presente nos seis continentes do mundo e que a Wonca tem o Grupo de Trabalho de Medicina Rural que tem parceria com a organização mundial de saúde pra prover médicos qualificados pra essas determinados formatos de projetos, como o programa Saúde no Campo. Inclusive, enfatizou que o programa pode ser agregado à sociedade brasileira de medicina de família comunidade que pode contribuir.
Já Dora fez um discurso a partir da experiência da América Latina com saúde rural sobre as mazelas que cometem as pessoas do ambiente rural e quais são as características da medicina de família que permitem a gente fazer esse cuidado com mais excelência. Ainda citou os cinco programas de ano adicional de medicina de família comunidade com especialização em saúde do Campos, Florestas e águas. São eles: Secretaria Municipal de Casinhas e Caruaru- UFPE, em Pernambuco; Escola de Saúde Pública – Santa Catarina; Unioeste – Paraná e UFRN.
*Com informações SENAR-ES e CONASS
Foto: Daniel Fagundes/ Trilux








