A produção científica em Medicina de Família e Comunidade (MFC) é fundamental para fortalecer a especialidade, qualificar a Atenção Primária à Saúde (APS) e ampliar o conhecimento produzido a partir das diferentes realidades do país. Valorizar e divulgar as pesquisas desenvolvidas por médicos(as) de família e comunidade brasileiros(as) também é reconhecer a ciência como parte essencial da prática profissional e da construção de um sistema de saúde mais qualificado e equânime.
Confira, a seguir, algumas das últimas publicações científicas que abordam temas relevantes para a MFC, a formação médica, a APS e o cuidado em saúde:
EPAs nacionais de Medicina de Família e Comunidade no Brasil – Revista Brasileira de Educação Médica
Sobre o artigo: A elaboração e validação das EPAs nacionais de Medicina de Família e Comunidade (MFC) são estratégias para a qualidade na residência médica, ao definirem unidades de prática profissional que expressam, operacionalmente, o escopo identitário da especialidade e orientam decisões progressivas de atribuição de confiança ao longo da trajetória formativa do residente. Essa iniciativa responde à complexidade da atenção primária à saúde (APS) e à própria formação em serviço, em sua heterogeneidade curricular e pelas dificuldades de avaliação direta do desempenho clínico.
Autoria: Ugo Caramori, Andrea Taborda Ribas da Cunha, Leonardo de Andrade Rodrigues Brito, Rafaela Alves Pacheco, Rafaela Aprato Menezes, Cassandra Renault Pisco, Fernanda Lazzari Freitas, Mauro Magaldi Lins, Lívia Hinz Caliço, Zeliete Linhares Leite Zambom.
Ugo Caramori et al. EPAs nacionais de Medicina de Família e Comunidade no Brasil. REVISTA BRASILEIRA DE EDUCAÇÃO MÉDICA | 50 (supl. 1) : esupl41, 2026. Disponível em <https://doi.org/10.1590/1981-5271v50.supl.1-20260143>
Expanding Access to Primary Care Research for Non–English-Speaking Primary Care Providers, Researchers, and Policy Makers – Annals of Family Medicine
A comunidade global de cuidados primários está cada vez mais interconectada, mas o acesso a novos conhecimentos científicos permanece desigual. Embora a pesquisa em medicina de família continue a crescer em volume, robustez, sofisticação e relevância, uma parcela substancial de clínicos, pesquisadores e líderes políticos — particularmente de países de baixa e média renda — enfrenta barreiras persistentes devido à predominância de publicações em inglês.
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GARCIA-HUIDOBRO, Diego et al. Expanding Access to Primary Care Research for Non–English-Speaking Primary Care Providers, Researchers, and Policy Makers. The Annals of Family Medicine, v. 24, n. 4, p. 284–286, jul. 2026. Disponível em <https://www.annfammed.org/content/24/4/284.long>.
Saúde de mulheres negras e APS: entre a colonialidade do cuidado, lutas cotidianas e o enfrentamento ao racismo – Revista Saúde e Sociedade – Universidade de São Paulo
Ao analisar o lugar social de mulheres negras, em especial na Atenção Primária à Saúde, esse ensaio evidencia como o racismo, o sexismo e as desigualdades de classe e território operam na produção de vulnerabilidades. Tendo a interseccionalidade e a crítica à colonialidade do cuidado como ferramentas teórico-políticas, problematiza como a lógica universalista, alicerçada numa suposta neutralidade, e a equidade, insuficientemente trabalhada quanto à questão racial e de gênero, invisibilizam as vulnerabilizações dessas mulheres e as repercussões nas condições de vida, especialmente nos contextos de rua, favela e cárcere.
Autoria: Roberta Gondim de Oliveira; Ana Cláudia Barbosa; Ana Paula da Cunha; Elivanda Canuto de Sousa; Jaçanã Lima Bouças; Lidiane Bravo da Silva; Lucilene Araújo de Freitas; Marina Maria Ribeiro Gomes da Silva; Mayra da Cruz Honorato; Monique Rodrigues de Oliveira Silva e Rita Helena do Espírito Santo Borret
Oliveira, R. G. de, Barbosa, A. C., Cunha, A. P. da, Sousa, E. C. de, Bouças, J. L., Silva, L. B. da, Freitas, L. A. de, Silva, M. M. R. G. da, Honorato, M. da C., Silva, M. R. de O., & Borret, R. H. do E. S. (2026). Saúde de mulheres negras e APS: entre a colonialidade do cuidado, lutas cotidianas e o enfrentamento ao racismo. Saúde E Sociedade, 35(2), e250511pt. Disponível em <https://revistas.usp.br/sausoc/pt_BR/article/view/252089>








