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Dengue pode se agravar depois do carnaval e uso do repelente é indicado 01/02/2016

Epidemia da doença tem possibilidade de ter maior impacto no período pós-festa devido ao lixo acumulado nas ruas e descuido com repelente

 

Após o período do carnaval, que em 2016 será entre 6 e 9 de fevereiro, há possibilidade de um aumento de casos de dengue, pois com as chuvas típicas da época e o lixo acumulado na rua em decorrência dos blocos e festas, a proliferação das larvas do mosquito Aedes aegypti pode ser maior. “Os casos costumam aumentar duas semanas após a festa, pois é o tempo que o mosquito tem para desenvolver, começar a circular, ter contato com o vírus e inocular as pessoas”, explica Rodrigo Lima, diretor da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC).

 

Os cuidados dos órgãos públicos, como disponibilizar lixeiras e também combater os focos devem ser feitos, mas também os próprios foliões devem ficar atentos. O repelente deve ser utilizado mesmo com uso do filtro solar, os resíduos de comida e bebida depositados corretamente nos lixos e sempre que possível utilizar roupas leves, mas com mangas, além de evitar possíveis locais que podem ser focos de larvas.

 

Para se prevenir, basta ficar atento

O uso do repelente não inibe a proteção solar. “Passe o filtro na pele e após ser absorvido, o repelente pode ser aplicado, no máximo três vezes ao dia, dependendo da exposição e também suor. Evite o uso excessivo, pois o produto tem substâncias tóxicas, que podem causar danos à saúde e antes de dormir, tomar banho com sabonete para que o produto seja eliminado da pele. Em casos de ferida e machucado, não é indicado utilizar o produto, principalmente se estiver aberta, pois a substância pode agravar o estado e atrasar a cicatrização”, alerta Lima.

 

Após a aplicação é imprescindível lavar as mãos para que não haja contato da substância com boca e olhos que, assim como o nariz, devem ser protegidos no momento da aplicação no rosto, que pode e deve receber a proteção, com aplicação em locais ventilados para que não ocorra acúmulo da substância no ambiente. 

 

Em bebês de até seis meses, o uso de repelente não é recomendado e não há nenhum produto registrado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que assegure o uso nessa faixa etária. As orientações são proteger a criança com roupas leves, porém compridas como mangas e calças, além de, na hora de dormir ou do descanso, utilizar o mosqueteiro. É importante também que pais ou cuidadores sempre fiquem atentos ao ambiente da criança. “Antes de dormir verifique se nos colchões, lençóis, travesseiros e em áreas como cantos de parede, embaixo do berço, não há nenhum inseto antes de colocar a criança para dormir”, explica Lima.

 

Os idosos podem utilizar o produto normalmente, porém com cuidado na aplicação devido a fragilidade da pele. As mulheres grávidas também podem e devem fazer uso do repelente, aplicando nas partes expostas; nas que ficam cobertas pela roupa não há necessidade de aplicação.

 

Sintomas

Ao identificar sintomas como fortes dores no corpo, cabeça, vômitos e náuseas constantes é necessário procurar atendimento em uma Unidade de Saúde. “A dengue pode ser confundida com outras viroses como a gripe e o diagnóstico é importante para definir o tratamento”, ressalta o médico.

 

Diagnóstico

O diagnóstico pode ser feito apenas pelo exame clínico. Os exames de sangue só são indicados para quadros suspeitos de potencial gravidade ou quando há dúvida no diagnóstico. Lima ainda alega que se não for diagnosticada a tempo, a doença pode levar a pessoa à morte. A doença, principalmente a dengue hemorrágica, pode agravar o quadro clínico do paciente se não diagnosticada e tratada a tempo.

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