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Estado lamentável dos postos de saúde - Carta da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade 01/03/2015

A Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC) identifica na matéria proposta pelo Fantástico que será exibida no programa do dia 1 de março, denúncia de uma série de serviços de unidades em estados precários. Os médicos especializados em Atenção Primária à Saúde observam que infelizmente é uma realidade nacional que precisa ser denunciada e esclarecida no sentido que melhore os serviços em geral e que propõe aos gestores se atentarem a prover uma qualidade máxima para esse tipo de serviço e ofereça assistência com condições adequadas à população com problemas agudos e crônicos, e que nós profissionais possamos prestar atendimento da melhor forma possível.

A SBMFC defende que o Brasil deve ter um sistema de saúde fortemente centrado na Atenção Primária à saúde de qualidade e para que isso seja uma realidade, é fundamental que os serviços das unidades de saúde tenham além de uma qualidade estrutural de excelência, insumos capazes de qualificar a resolutividade do médico de família e comunidade e da sua equipe no atendimento à população. Para isso é necessário que gestores municipais em conjunto com o estadual e federal qualifiquem o serviço de saúde.

Vale ressaltar que apresentar experiências positivas ajudam no sentido de visar a possibilidade do que é possível fazer e mostrar que temos redes altamente bem estruturadas, e que a partir da atenção primária conseguimos atingir impactos desejáveis, como redução de internação, diminuição de ida a emergência e outros indicadores em locais que possuem uma estratégia de saúde da família bem qualificada já existentes no Brasil para que sirva de modelo para outros gestores e outros municípios.

A SBMFC olha com muita atenção três cidades, Curitiba, Florianópolis, Rio de Janeiro, que estão em processo de construção de novas unidades de saúde de altíssima qualidade, não só estruturalmente, mas com equipes altamente bem treinadas, com médicos de família formados por residência e lugares onde os municípios investem nisso. São cidades que não deixam a desejar para países desenvolvidos, como os que possuem uma atenção primaria de alta qualidade, como Europa, Canadá, e assim por diante.

Esperamos que a matéria tenha uma repercussão positiva e que chame a atenção da sociedade em geral para a necessidade de qualificação dessas unidades de saúde para que tenhamos de fato uma atenção primária brasileira de qualidade. Parabéns pelo foco do assunto. A Sociedade está à disposição para com nossas opiniões. 

Diretoria da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC)

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