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SBMFC News Entrevista - Florentino Cardoso - Presidente AMB 01/02/2012

Florentino Cardoso – presidente da AMB

Durante o III Fórum de Especialidades Médicas, que aconteceu em São Paulo, dia 14 de janeiro, a equipe de reportagem da SBMFC News conversou com o presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), Florentino Cardoso. (veja cobertura do fórum)

Em seu discurso de abertura, defendeu a ESF como porta de entrada do sistema público de saúde e salientou que para fortalecer a Estratégia é necessário oferecer condições de trabalho, valorizar os profissionais da equipe e, sobretudo, ter um médico capacitado no atendimento primário. “Este especialista é o médico de família e deve-se investir na formação e reconhecimento deste profissional”, disse. Confira entrevista 

 

SBMFC News - Como a AMB vê o modelo Estratégia Saúde da Família (ESF) como porta de entrada na Atenção Primária à Saúde?
Florentino Cardoso - Fundamental. A AMB defende firmemente que o primeiro acesso da população seja por meio da Atenção Primária (básica), onde é possível resolver a maioria dos problemas de saúde, de 80% a 85% deles. Os demais (15%) são encaminhados aos níveis de atenção secundária e terciária. Devemos, portanto, fortalecer a ESF.

SN – O que fazer para fortalecer a ESF?
FC – É necessário promover boas condições de trabalho para atender bem à população e admitir apenas profissionais qualificados. Queremos que a população não sofra e, para isso, todo trabalho do médico deve ser focado no paciente. E, na ESF o melhor para a população é que tenhamos médicos formados na ESF, bem preparados e estes especialistas são os médicos de família e comunidade. Sem dúvida.

Devemos formar cada vez mais e bem médicos de família. O que não podemos é pegar um especialista sem formação para ESF e, na estratégia, o indicado é o médico de família. Para isso é necessário valorizar o médico.

SN – E, qual a melhor forma de valorização do médico?
FC – A melhor forma de valorização é formar bem. Não podemos preencher lacunas existentes hoje colocando médicos recém-formados para atender na porta de entrada. Se formos por quantidade, iremos colocar médicos para atender na ESF, em todos os programas no Brasil, sem qualidade, o que não resolverá os problemas, apenas aumentará o gargalo da demanda e o doente é quem será prejudicado.

Também é necessário garantir que este médico tenha um plano de cargos, carreiras e vencimentos. Nesse momento, uma carreira de estado seria excelente. Por exemplo, os MFCs são os primeiros a irem a um pequeno município. Eles precisam ver que a vida inteira deles não será eventualmente neste local, mas que poderão migrar para um lugar maior.


SN – Em sua opinião, na questão da formação, os especialistas deveriam passar pela atenção básica, como experiência?
FC – Todo médico, independente do que irá fazer na graduação e pós-graduação, deve conhecer como é, o que se faz na atenção básica e quem é o médico de família e comunidade. Sem dúvida, são fatores importantes para a formação do médico.

Crédito imagem: (CFM)

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