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Fazer mais nem sempre é fazer o melhor – Parte II 30/05/2017

No segundo bloco do simpósio, Marcelo Levites, vice-presidente da SOBRAMFA, coordenou a mesa, que foi aberta com apresentação de Paulo Paim, co-coordenador Nacional da Choosing Wisely Brasil, que iniciou a palestra com a dança do médico reflexivo e foco na experiência do CW e o que está acontecendo no Brasil.

No Brasil, a parceria para veicular e divulgar o material da Choosing Wisely é com a Proqualis, instituição que abriga o site e atividades realizadas no Brasil. “Em outubro de 2015, recebemos Marco Bobbio em Curitiba para visitar hospitais, um ano depois, em outubro de 2016, foi realizado encontro para discutir overdiagnosis, excesso de testes, overtreatment e trabalhar em como ser útil nesses flagelos”, explica.

Vivemos uma nova revolução da medicina com fechamento prematuro e início de tratamento em tempos errados com dificuldade de acertar incertezas, o que ordena uma série de testes prejudiciais. As pessoas preferem uma mentira confortante do que uma verdade inconveniente e compram exames para mostrar que está tudo bem e o que nos levam a erros nas tomadas de decisões clínicas.

A Choosing Wisely tem relação com evidência científica das sociedades organizadas que se reúnem e discutem sobre aquilo que é prejudicial e o que não deve ser feito e divulgar. Já a Slow Medicine tem o papel de promover uma mudança comportamental nos sentidos das relações. São ações interdependentes de orientar. Esses dois conceitos são interdependentes e isso propicia um sinergismo de potencialização.

“Paciente e médico discutindo juntos com pensamento aberto. O diagnóstico não precisa ser fechado se o paciente está sendo clinicamente conduzido. Não devemos ser determinísticos, além disso, deve-se promover uma saúde baseada em evidência, não apenas medicina, pois profissionais da saúde como enfermeiros e nutricionistas também devem seguir a ciência. A Choosing Wisely não determina, não é diretriz, não é natureba, não é o não fazer”, explica Paim que também é presidente da Academia Brasileira de Hospitais.

O importante não é cada sociedade de especialidade médica ou instituição entregar a lista de exames, mas sim fazer a lista. Algumas entidades que já têm recomendações são: Sociedade Brasileira de Cardiologia, coordenada por Luís Claudio Correia, Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade, coordenada pelo Gustavo Gusso, Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente, Cruz Vermelha Brasileira. As entidades elaboram 10 tópicos e a Choosing Wisely escolhe cinco.

“É uma mudança cultural que acontece com a comunicação. Não é achismo, é medicina baseada em evidência com aquele recurso para o paciente com aquele perfil.  Atualmente estamos em um momento caótico, somos vítimas como médicos e pacientes, temos que ajustar agora para que eu não seja vítima dos alunos que estão estudando hoje”, finaliza Paim.                                                                                                                                                                  

Para apresentar sobre Choosing Wisely: a iniciativa da SBMFC, Gustavo Gusso, atual diretor do Departamento de Publicações, explicou como a lista da Sociedade foi elaborada. Saiba mais no link:  https://goo.gl/n6TgqH.

 

A escolha sábia e a humanização da prática médica: valores compartilhados foi tema de Marcelo Levites, que apresentou casos clínicos discutidos com os participantes que opinaram ativamente com sugestões e indicações sobre as abordagens necessárias para cada paciente.  “Qual é o termo comum com o paciente? Como podemos ajudar? A discussão é prática, mas há necessidade de teorias para suporte e aplicá-las na nossa vida real”, explica.

O próximo evento sobre Slow Medicine está programado para outubro na cidade de São Paulo. Em breve, informações complementares serão divulgadas nos meios de comunicação da APM, Slow Medicine e SBMFC.

 

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