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Sete dicas para quando o carnaval chegar 15/02/2017

Por Antônio Augusto Dall’Agnol Modesto, médico de Família e Comunidade, diretor de comunicação da Associação de Medicina de Família e Comunidade do Rio de  Janeiro (AMFAC-RJ), membro da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC).

 

E quem me vê apanhando da vida,

Duvida que eu vá revidar...

Tô me guardando pra quando o carnaval chegar

Chico Buarque – Quando o Carnaval chegar

 

Há milênios, diversas culturas têm períodos dedicados à esbórnia e regados a música e dança. A vida moderna, porém, parece acrescentar motivos para aproveitar o Carnaval até a última gota – mas não precisa ser até o último suspiro. Para seu carnaval não acabar mais cedo, basta seguir sete recomendações e sobrar um pouco de saúde quando ele passar.

Use camisinha. Não importa com quem. Apesar de todo mundo saber que a camisinha evita gravidez e protege de pegar uma doença na relação sexual, muita gente decide não usar. Leve no bolso ou na bolsa quando sair de casa e não se esqueça de apresentar na hora H.

Cuidado com bebidas, cigarros e outras drogas. Muita gente se permite mais no Carnaval e acaba errando a mão. Além da quantidade, certas combinações são particularmente ruins. Cigarro, por exemplo, prejudica a oxigenação das células, o que piora a ressaca da bebida.  Misturar álcool com sedativos pode derrubar uma pessoa definitivamente, e mesmo uns tragos a mais de maconha podem te fazer perder o bloco. E o conselho da mãe ainda vale: não aceite bebida ou droga de estranhos.

Beba água. Entre uma latinha e outra ou entre os goles de uma caipirinha, beba água. Calor, agito e álcool operam conjuntamente para te desidratar, o que pode resultar em um desmaio ou uma dor de cabeça infernal no dia seguinte.

Use roupas frescas (inclusive a fantasia). Mais uma vez, o calor pode ser um inimigo cruel – não o subestime. Melhor perder uns pontos na indumentária do que passar horas desconfortável.

Use protetor solar. Outra dica super batida, mas frequentemente esquecida – afinal, não faltam turistas vermelhos andando pela cidade, às vezes com a marca da regata ou do sutiã nas costas.

Use repelente. Só o Aedes aegypti transmite dengue, zika, Chikungunya e febre amarela, mas mesmo uns borrachudos menos famosos podem te deixar dias coçando as canelas.

Não dirija. Se beber, nem pensar. Se não beber, ainda vai encontrar vias congestionadas, motoristas alucinados, foliões distraídos e dificuldade para estacionar. Aceite mais um conselho de mãe: deixe o carro em casa, na pousada ou no hotel.

 

A medicina de família e comunidade é uma especialidade médica, assim como a cardiologia, neurologia e ginecologia. O MFC é o especialista em cuidar das pessoas, da família e da comunidade no contexto da atenção primária à saúde. Ele acompanha as pessoas ao longo da vida, independentemente do gênero, idade ou possível doença, integrando ações de promoção, prevenção e recuperação da saúde. Esse profissional atua próximo aos pacientes antes mesmo do surgimento de uma doença, realizando diagnósticos precoces e os poupando de intervenções excessivas ou desnecessárias.


É um clínico e comunicador habilidoso, pois utiliza abordagem centrada na pessoa e é capaz de resolver pelo menos 90% dos problemas de saúde, manejar sintomas inespecíficos e realizar ações preventivas. É um coordenador do cuidado, trabalha em equipe e em rede, advoga em prol da saúde dos seus pacientes e da comunidade. Atualmente há no Brasil mais de 3.200 médicos com título de especialista em medicina de família e comunidade.

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