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Como usar o espaçador para asma 12/09/2018

 Muito utilizado para facilitar a inalação de medicamentos para tratamento e controle da asma, o espaçado é item importante a ser utilizado nas Unidades Básicas de Saúde. O espaçador, ao criar um espaço entre a boca do paciente e o inalador, permite respirar e absorver a medicação de forma mais lenta. Essa ação proporciona um maior bem estar, principalmente para crianças a partir dois anos de idade. 

“A principal vantagem do espaçador é que ele permite que você absorva melhor o spray do medicamento. Quando o spray é disparado direto na boca, boa parte do medicamento fica nas bochechas e no céu da boca, gengiva, e não vai diretamente para o pulmão. Ele é absorvido pelo corpo, mas não da maneira correta. Quando o espaçador é utilizado e a criança ou pessoa aspira o spray, o medicamento vai direto para o pulmão, local que precisa receber a substância para conter a crise, o que causa um efeito mais rápido. Além do uso de doses mais baixas, já o medicamento vai direto para a pulmão, sem desperdício em outras partes do corpo que não se beneficiam da substância. O uso da dosagem mais baixa diminui os efeitos colaterais, como tremores “, explica Rodrigo Lima, médico de família e comunidade, diretor da SBMFC. 

Passo a passo para uso do espaçador: 
Colocar a válvula no espaçador;
Agitar a bombinha vigorosamente, com o bocal para baixo, por 6 a 8 vezes;
Encaixar a bombinha no espaçador;
Peça a criança para soltar o ar dos pulmões;
Coloque o espaçador na boca, entre os dentes da criança e peça para fechar os lábios;
Disparar a bombinha em spray e esperar que a criança respire pela boca (pelo espaçador) de 6 a 8 vezes de forma lenta e profunda. Tapar o nariz pode ajudar a criança a não respirar pelo nariz; 
Retire o espaçador da boca;
Lavar a boca e os dentes e depois cuspir a água.

A asma é uma doença crônica que se caracteriza por uma obstrução do fluxo de ar, bastante variável, tanto ao longo do tempo quanto em intensidade. O que ocorre fundamentalmente é uma inflamação também uma resposta exagerada das vias aéreas a determinados desencadeantes. A redução desta variabilidade, com o melhor controle dos sintomas, é possível de ser realizada com o tratamento adequado e individualizado. 

A prevalência média brasileira de asma é alta, em torno de 24% entre escolares e 19% entre adolescentes. Encontra-se entre os 20 principais motivos de consulta na Atenção Primária à Saúde (APS). No Brasil, consiste em uma das principais causas de internação hospitalar no Sistema Único de Saúde (SUS), apesar de ser considerada uma condição sensível à APS, ou seja, uma condição em que a atenção primária efetiva e a tempo pode evitar idas a emergência e internações.
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